Como declarar o financiamento do veículo no Imposto de Renda

Processo de preenchimento depende da maneira como será pago o restante do valor do automóvel

Comprar um carro traz muitas outras responsabilidades. O financiamento, ao mesmo tempo em que facilita o pagamento, pode virar um problema para os contribuintes que preferem preencher a declaração de Imposto de Renda sem ajuda profissional. Para quem faz esse tipo de operação pela primeira vez, surgem dúvidas de como declarar não apenas o bem, mas o restante das parcelas. Para ajudar, o Pense Carros reúne algumas dicas que serão úteis na hora de preencher os dados.

Os financiamentos devem constar no campo de dívidas e ônus reais da declaração. De acordo com o contador e conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Célio Levandovski, o valor dessa dívida será atualizado ano a ano, conforme os pagamentos feitos. Por exemplo: um carro de R$ 50 mil, com R$ 30 mil pagos de entrada, terá declarados R$ 20 mil como dívida, atualizada ano a ano.

O vice-presidente do CRCRS, Celso Lust, enfatiza que é necessário reconhecer as dívidas para a Receita Federal. "As transações devem ser especificadas para, mais tarde, não ser necessário comprovar a origem do dinheiro. O valor de um bem não pode ir muito além do que o contribuinte ganha, pois pode parecer sonegação", lembra.

Se o veículo foi financiado através de leasing ou consórcio, o processo é diferente. Por permanecer em garantia do banco, o carro deve ser declarado no campo de “bens e direitos”, especificando o leasing com o valor pago de entrada, e terá acrescentado o valor das parcelas na medida em que forem pagas. Usando o mesmo exemplo, caso os R$ 20 mil tenham sido divididos em dez parcelas de R$ 2 mil e cinco já tiverem sido pagas, o valor do bem seria declarado em R$ 30 mil

É importante lembrar que o valor do veículo será o mesmo especificado no contrato, mesmo que haja mudanças na valorização do mercado. “A Receita Federal quer saber o que o contribuinte efetivamente pagou e não permite que o bem mude de valor, nem para baixo nem para cima”, explica o contador.

Quando o cliente se libera do leasing, caso decida ficar com o veículo especifica o valor final do pagamento. Caso o carro seja vendido, o contribuinte dá baixa do valor.

Problemas no preenchimento, nesses casos, podem gerar um problema de origem ou transtornos com retificação e justificativas. Não há, entretanto, de acordo com Levandovski, risco de gerar multa para o contribuinte.  

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Fonte: Pense Carros
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