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Mercado automotivo  | 20/06/2012 11h23min

Depreciação: entenda a lógica da perda de valor dos automóveis

Ao investir na compra de um automóvel saiba quais fatores influenciam em sua (des)valorização

Ao contrário de um imóvel, que fica mais valorizado comercialmente dia após dia, um veículo começa a perder seu valor no instante em que sai da loja. Alguns modelos perdem menos, outros mais. Por isso, certos cuidados contam muito para que um carro seja bem cotado na hora da revenda. Bom estado de conservação, baixa quilometragem e conjunto simples de acessórios, são fatores decisivos que fazem com que um veículo mantenha seu valor próximo do dia em que foi adquirido.

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Carros importados como o Mercedes-Benz SLK (foto acima) desvalorizam mais rapidamente. O ideal é mantê-los por apenas um ano.
 

"Os carros que menos desvalorizam são os mais básicos e pouco rodados. Já os importados são os que têm queda mais rápida no valor por causa da manutenção cara das peças", explica Alexandre Siegmann, gerente de vendas da Jardine, concessionária de Porto Alegre.

Segundo o especialista, a média de depreciação de um carro de passeio nacional com até dois anos de vida é de 20% a 30%. Entre os importados, o percentual de queda pode chegar a 50% - ou mais - já nos dois primeiros anos de rodagem de um veículo que custou, por exemplo, R$ 100 mil ao sair da loja. "Quem decide investir em um importado deve estar ciente dessa alta desvalorização causada principalmente, pela manutenção cara", alerta Siegmann.

Não podemos esquecer que o fator manutenção de um carro importado, se desdobra também na elevação do valor dos seguros automotivos. Por isso, para não se ter despesas extras, o ideal mesmo é manter um carro importado por apenas um ano. ''Quanto mais próximo do zero quilômetro, menor a perda do valor'', enfatiza.

Não por acaso, cada vez mais proprietários de carros com fabricação estrangeira têm optado pela substituição anual de modelos - o que para muitos, pode ser considerado um luxo e para outros, um sinônimo de tranquilidade e economia.

Vida curta
Com o atual aquecimento do mercado automotivo, os veículos têm tido uma vida útil cada vez mais curta na visão das montadoras e das revendas.

pense carros picasso citroen






















O Citroën Picasso teve sua produção encerrada em 2012, após 10 anos de existência no mercado.


Se em décadas passadas era comum de se ver pessoas com os mesmos automóveis durante longos períodos (às vezes, por 10 anos ou mais), atualmente ele já passa a ser considerado seminovo ao completar um ano de compra (dois anos, no máximo, dependendo da conservação), perdendo 20% de seu valor inicial.

Entre dois e cinco anos de funcionamento, o veículo já passa a ser classificado como usado. E, a partir de 5 anos já é visto como um carro velho. “Em 2012, as revendas estão aceitando carros com ano/modelo de até 2007. Mais antigo que isso, já pode começar a dar prejuízo”, explica Siegmann.


Caminhonetes e SUVs
Limitada, a categoria dos utilitários esportivos desvaloriza em maior escala e de forma mais rápida. Isso ocorre, principalmente, por possuir características muito específicas e atender a um nicho de mercado relativamente pequeno, se comparado ao de um carro de passeio.

pense carros Ford F-150





















Utilitários esportivos depreciam mais rápido por atenderem um pequeno nicho de mercado 


"Um carro de passeio como por exemplo, o sedã médio, detém 80% do mercado total e tem grandes chances de revenda. Já as picapes tem apenas 10% de participação no mercado,  com uma minoria de compradores dispostos a investir em veículos desse porte", lembra Siegmann.


Aposte no básico
Se a maior lição para fazer com que seu carro se mantenha valorizado no mercado por mais tempo é evitar ao máximo o seu desgaste, fica claro que, alterações mirabolantes também devem ser evitadas.

Personalização demasiada pode significar uma elevada diminuição nas chances de repasse de um veículo e sua inevitável desvalorização. Por isso, pense muito bem antes de realizar pinturas chamativas ou investir em acessórios muito específicos, pois assim, você estará limitando seu leque de possíveis compradores.

Pense Carros





















Carros básicos de entrada são os que menos perdem o valor.



Confira os carros que mais desvalorizaram após um ano de uso em maio de 2012:
pense carros, omega, chevrolet, carros que mais desvalorizaram em maio de 2012



















- 1º lugar:
Omega Sedan*, com depreciação de -24,9%;
*Na versão CD 3.6 SFI V-6 (Aut.) Gas. 4p.
- 2º lugar:
Jeep Cherokee* com depreciação de -24,5%;
*
Na versão 4x4 Limited 3.7 V-6 Gas. 4p.
- 3° lugar: Volkswagen Touareg* com depreciação de -24,0%.
*
Na versão 4X4 4.2 V-8 32v Tiptr. Gas.4p.



Confira os carros que menos desvalorizaram após um ano de uso em maio de 2012:

GM apresenta a linha 2012 do Celta e Prisma - Desde 2000, os dois carros juntos já tiveram 1,5 milhão de unidades produzidas





















- 1º lugar:
Celta flexpower* - Chevrolet com depreciação de -9,8%;
*
Na versão LS 1.0 VHC-E 8v A/G 2p.
- 2º lugar: Fiat Uno Evo flex* com depreciação de -10,4%;
*
Na versão Attractive 1.4 8v 4p.
- 3º lugar: Hyundai I30* com depreciação de -10,6;
*
Na versão GLS 2.0 16v-AT Gas. 4p.


Veja a tabela completa com o valor de depreciação dos automóveis comercializados no Brasil em maio de 2012, de acordo com levantamento realizado pela agência Autoinforme, especializada em pesquisa de valores de mercado automotivos. A lista apresenta o valor atual dos carros comprados em maio de 2011.  


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Adriana Barboza - Pense Carros

Comentários

antonio  - 

Denuncie este comentário06/04/2014 13:16

devíamos saber que um carro hoje é como um sapato ou um celular ,quanto mais vc troca mais perde dinheiro.fique com seu carro 2,3 ou 4 anos até enquanto ele durar. a natureza agradece


tiago rodrigo

Denuncie este comentário08/09/2013 21:52

Infelizmente é por isso que nosso país não vai pra frente, Pensar que aqui as pessoas dão mais valor pra carro nacional que são completamente ultrapassados sem nenhum item de segurança e conforto. E ainda saem da loja achando que fez o melhor negocio da vida dele. Da tristeza em saber que isso não vai mudar porque as próprias montadoras sabem que o Brasileiro está acostumado a andar em carroça. E além disso colocando suas próprias vidas em risco. Dizer que carro importado e difícil de manter é coisa de gente que só gosta de andar, sendo assim temos que nos contentar com nossos carros mesmo. Obs: Não estou desfazendo de quem comprou carros nacionais estou defendendo meu ponto de vista.

 
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