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Mercado automotivo  |  25/08/2010 10h05min

Consórcio? Leasing? O que é melhor na hora de fechar negócio?

Entenda as diferenças entre as modalidades de financiamento e escolha a que melhor combina com o seu perfil

Comprar um veículo pode ser um investimento de curto ou longo prazo. Na hora do negócio, diversas modalidades de pagamento são oferecidas, como consórcio e financiamento, e com elas vem a dúvida sobre qual optar. Entre os fatores que devem determinar a escolha estão a pressa de ter o automóvel em mãos e a disponibilidade no fluxo financeiro do interessado. O Pense Carros conversou com especialistas no mercado de automóveis e traz dicas para facilitar o seu negócio.

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Em primeiro lugar, é necessário entender as diferenças entre as maneiras de pagar. As opções podem ser consórcio, financiamento bancário ou leasing

O consórcio é um fundo comum, onde cada interessado paga cotas de 2%, aproximadamente, do bem que deseja adquirir, sendo contemplado com uma carta de crédito no valor estabelecido. Três automóveis têm sido entregues, por mês, pelas administradoras desse fundo. Uma das contemplações acontece por sorteio e duas por lances dados pelos clientes. Lance é quando um consorciado oferta determinada quantia em dinheiro como forma de antecipar a sua contemplação.

Quando um cliente busca um financiamento bancário, com crédito direto ao consumidor, é feito um empréstimo na instituição financeira para comprar o carro. O veículo é de posse do comprador, mas fica alienado ao banco e não pode ser negociado até que sejam pagas todas as prestações. O contato pode ser feito diretamente com o banco e as taxas de juros podem ser negociadas, de modo que estarão fixadas no início do contrato e não sofrerão alterações.

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Outra maneira é a partir de leasing, quando quem compra o carro é uma empresa especializada nesse serviço, que aluga o veículo ao consumidor. Assim, o cliente paga pelo "aluguel" do carro, que fica no nome da empresa até o término das prestações quando, sem ter de pagar mais nada, o consumidor passa a ser o dono do carro. As vantagens do sistema, segundo o Procon, são menores taxas de juros e isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para a consultora de vendas Vanessa Isoppo, o que vai determinar a escolha da modalidade é a pressa do cliente. Se a intenção é já sair dirigindo o automóvel, o melhor é fazer um financiamento, cuja taxa é próxima de 1,3% para carros zero quilômetro e 1,4% para seminovos. 



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O consórcio tem a taxa mais baixa, de 0,4%, mas também pressupõe a espera pela contemplação, que pode chegar de acordo com a sorte do cliente. Ou seja, é um investimento a longo prazo e o motorista corre o risco de só ver chegar o carro com o pagamento da última parcela. “Investimento se faz em banco, não em carro”, acredita Vanessa.

Já Roberto Mocelini, professor de Gestão Tributária no Centro Universitário Metodista – IPA, acredita que o consórcio é mais vantajoso se for para compra de carro popular, pois tem taxas fixas. Além disso, ele garante é uma poupança possível de ser incluída no fluxo financeiro. Outra vantagem apontada pelo contador é de que a carta de crédito comprada poderá ser utilizada na troca do veículo que o motorista já tem. Essas questões acabam fomentando um mercado de venda de cartas de crédito, pois as taxas são menores e implicam apenas em uma transferência de responsabilidade.

“É importante saber por quanto tempo pretendo utilizar aquele bem, qual a utilidade que quero dar para ele? Se for para uso profissional, é mais aconselhável comprar como pessoa jurídica, pois tem mais benefícios, com taxas mais acessíveis”, completa o contador.

Quanto se pode gastar?
Um importante fator a ser analisado é ver o valor do bem que se quer adquirir, se será um carro de médio ou grande porte, por exemplo. O quanto será preciso para a compra determina o quanto se deve economizar. Além disso, deve-se rever as contas e ter noção do montante financeiro, ou seja, quanto o comprador disponibiliza, qual é o seu fluxo de caixa.

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Antes de comprar, é necessário analisar as despesas fixas que precisam ser pagas e uma proporção de salário que se possa investir, o que depende do tamanho da ambição de quem vai comprar. É preciso de tempo para economizar de maneira que se possa adquirir um bem sem abalar o orçamento.

“Para economizar, tem que começar, pois é estimulante ver que está dando certo. Quando vai chegando perto do objetivo, dá vontade de colocar mais dinheiro na poupança. Mas é preciso dar o primeiro passo”, garante Mocelini. Uma sugestão do contador é separar de dez a 15% do salário, todo mês, para ter uma reserva já no começo do negócio.

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Com o fim do ano, os trabalhadores recebem décimo terceiro salário, ou sua parcela na participação de rendimentos (PPR) nas empresas. A consultora de vendas sugere usar esse valor para a entrada do negócio. O ideal é partir de, no mínimo, R$ 5000 na primeira parcela, para não financiar o valor integral. Outra alternativa é guardar esses valores para antecipar parcelas nos financiamentos, pois serão pagas com desconto. As instituições concedem até 50% na segunda parcela, o que acaba por isentar os juros.

Vanessa lembra que o cliente deve saber bem o que procura. “Carros populares exigem menos manutenção. Uma dica é comprar carros populares de anos 2005/2006, que ainda não devem apresentar problemas. Se for um carro mais luxuoso, é melhor ser mais novo”, diz. Os populares nacionais também têm menos taxas de juros na hora do financiamento.

O motorista não pode esquecer que terá gastos com seguro, gasolina, manutenção, geometria do automóvel, entre outros. Alguns veículos chegam a custar R$ 500 por mês. Em cinco anos, o motorista terá gasto o valor do automóvel, contando com a depreciação que ele sofrerá com o tempo.

Uma prova de que é possível
Coordenador de marketing em uma empresa de tecnologia, Bruno Costa decidiu economizar na comemoração sua formatura para trocar de carro. Um dos motivos era que o veículo que dirigia, uma Palio Adventure 2002, começou a dar problemas de manutenção. O jovem de 24 anos parece ter seguido à risca as dicas de especialistas do mercado. Para o novo negócio, deu como entrada as economias guardadas na poupança e seu veículo usado, cobrindo 75% do valor de um carro zero quilômetro.

Restava pagar 25% e a escolha da forma de pagamento foi bem analisada. A taxa de juros oferecida na revenda era de 1,2%, menor que a do banco, fixada em 1,29%. Ainda assim, Costa decidiu financiar o veículo pela segunda proposta. A explicação está nas taxas incluídas pela revenda, como a de abertura de crédito, que tornariam a prestação ainda mais alta. “É um ponto que requer atenção na hora de comprar um veículo”, garante o motorista.

Junto com o novo carro, vieram novos gastos. Para começar, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) será mais alto. Com o carro anterior, o motorista não se preocupava com o contrato de seguro, mas agora deve procurar uma boa cobertura, além de uma vaga em um estacionamento perto do local de trabalho. Ainda assim, para Costa, a troca valeu a pena, pois agora tem um carro zero e com poucas prestações.

Atrasos e multas
E o que acontece se as prestações não forem pagas corretamente? Cada modalidade também tem uma forma de penalizar possíveis atrasos. No financiamento, o banco pode incluir o nome do devedor na lista do Serasa.

Já no consórcio, o cliente não pode atrasar mais de três parcelas e deve fazer um ressarcimento ao grupo, com multa por cada mês de atraso. Caso tenha sido contemplado e pare de pagar, o veículo é leiloado. 

Leia mais
>> Dicas para comprar carros usados
>> O que analisar na hora de adquirir um carro novo
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Comentários

Everton Rocha

Denuncie este comentário06/12/2010 15:16

Muito boa a matéria...


Douglas Mello

Denuncie este comentário05/12/2010 19:50

Não sabia a diferença do leasing... boa matéria!

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