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Sustentabilidade  |  19/07/2010 12h00min

Ônibus movido a hidrogênio é testado em São Paulo

Automóvel deve começar a andar com passageiros em três meses

O ônibus movido a hidrogênio começa a abandonar os laboratórios e pistas internas para ser testado nas ruas das grandes cidades. Em São Paulo, três toneladas de areia estão sendo utilizadas nos veículos que circulam em várias linhas do corredor ABD (São Mateus-Jabaquara). A intenção é que, em três meses, comece a andar com passageiros.

– Não há diferenças significativas de desempenho operacional entre esse ônibus e os convencionais. A diferença se dá no aspecto da poluição ambiental, pois o ônibus movido a hidrogênio não apresenta nenhuma emissão de material particulado (mistura de poeira e fumaça) ou gases de efeito estufa – afirma Ivan Carlos Regina, da gerência de planejamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

ônibus hidrogênio

O ônibus movido a hidrogênio, que tem como principal vantagem ambiental emitir somente água do escapamento, deve começar, em breve, a ser testado também Rio. A expectativa é de que o país utilize esses veículos na Copa do Mundo de 2014, e nas Olimpíadas, em 2016.

Segundo Regina, serão adquiridos mais três ônibus, que devem entrar em operação em 2011. Além do Brasil, outros países fizeram uso dos ônibus a hidrogênio: Estados Unidos, China, Alemanha e Canadá. Nos Jogos de Inverno de Vancouver, ocorridos em fevereiro, os ônibus a hidrogênio fizeram o trajeto entre o aeroporto da cidade e a estação de esqui Whistler.

O avanço, porém, tem sido lento. Ennio Peres da Silva, chefe do laboratório de hidrogênio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lembra que o projeto em São Paulo foi feito há dez anos e só agora está sendo concluído:

– Acho que o aumento da frota vai demorar muitos anos.

Entre os grandes fabricantes, que já têm seus modelos prontos para comercialização, a luta agora é para reduzir os custos. – Isso deverá ocorrer com uma grande escala de fabricação – diz Silva.

Como funciona o veículo
> Dois cilindros de hidrogênio instalados na parte superior traseira do ônibus alimentam pilhas a combustível distribuídas no fundo do veículo.

> As pilhas transformam o hidrogênio em energia

> Ao mesmo tempo, baterias semelhantes às usadas em celulares, são carregadas por meio da rede elétrica e de freios regenerativos, que armazenam energia cinética, normalmente perdida no processo.

> A energia produzida pelo sistema é direcionada ao motor de tração elétrica, que fica junto às rodas traseiras, para que o veículo se movimente.

> Parte dessa energia também é usada para luzes, ar-condicionado e acionamento de portas.

> O ônibus pode ter autonomia de 300 quilômetros, até que seja necessário recarregar o sistema.

Nosso Mundo Sustentável - Zero Hora

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