Cada automóvel tem um pneu específico para seu modelo. Segundo Eliel Bartels, supervisor de engenharia da DPaschoal, o principal cuidado que o usuário deve ter na hora de comprar pneus novos é de manter as características de seu automóvel, para que ele não perca desempenho.
Existem dois tipos básicos de pneus:
- diagonal (também conhecido como convencional);
- radial
Há 20 anos, em média, o diagonal entrou em desuso, sendo encontrado em carros mais antigos como Fusca e Brasília.
A diferença entre os dois está na forma construtiva do pneu. Enquanto o primeiro tinha um formato mais ovalado (resultando em menos área de contato com o solo), o segundo tem um formato quadrado - e dispensa câmara de ar.
A durabilidade de 80 a 100 mil quilômetros do pneu radial também supera o convencional, que tinha vida útil de 20 a 25 mil quilômetros.
Confira a categorização principal dos modelos disponíveis aos fabricantes e suas características

Adventure Os pneus do tipo adventure são desenhados especialmente para andar em solos instáveis (terra, terrenos lodosos, pedrugulho). Eles são adequados para os motoristas que gostam de aventuras off-road - e tem carros preparados para isso. Por causa dos gomos mais destacados, eles tem mais capacidade de tração ao andar na terra. Há várias opções de estilo e preço no mercado, confira a que mais se adapta ao seu estilo de uso e ao seu bolso

Os pneus do tipo passeio recomendados devem atender às necessidades de conforto, nível baixo de ruído e durabilidade. Prefeitos para quem dirige na cidade e, eventualmente, pega a autoestrada em direção à praia.
Para sedans de médio porte são indicados aqueles que têm maior índice de carga e segurança em alta velocidade. Se ficar em dúvida qual o mais adequado, consulte um especialista - e preste a atenção ao pneu que veio de fábrica em seu carro.

Os pneus de alta performance são desenhados para terem maior capacidade de aderência à pista. Para garantir esse efeito, eles têm bandas com desenhos assimétricos, ou seja, o desenho da área de contato com o solo tem configuração diferente em cada lado a partir do seu centro.
De acordo com os especialistas, é isso que garante que eles sejam os pneus perfeitos para rodar tanto em pistas secas quanto molhadas sem derrapar

O pneu mais utilizado em carros populares tem nome 165 70 R13. Cada número indica uma característica de fabricação, e significa:
* 165: é a largura em mm de um ombro ao outro do pneu, ou seja, a distância que há da ponta em que ele perde contato com o solo à outra (número 1 da figura);
* 70: é a medida da parte lateral do pneu (por exemplo, 70% de 165mm = 122,5mm de costado - número 2 da figura)
* R: é a indicação de que o pneu é de construção radial
* 13: é o diâmetro em polegadas do espaço onde fica a roda (número 3 da figura)
A alteração não deve ultrapassar 3% de diferença entre a roda anterior em carros de passeio e 2% em camionetes e SUVs

É necessário que o pneu esteja alinhado ao solo, principalmente para a aderência nas curvas. A montadora do veículo fornece os dados para cada carro, que deve retomar sua origem após alterações. O uso do automóvel na estrada desalinha o carro, não permitindo desempenho máximo do pneu.
A recomendação é de que o carro passe por geometria a cada 10 mil quilômetros rodados. Por dados da GIPA, de 2006, a média rodada pelo brasileiro é de 13,275mil km/ano.
A falta de verificação degrada a suspensão, retirando os ângulos do veículo.
Para otimizar o uso dos pneus, o rodízio deve ser feito de maneira unidirecional. Ou seja, os que estiverem sendo usados na parte traseira apenas passam para frente, no mesmo lado do automóvel. Não é recomendada a troca cruzada, pois é possível que haja desgastes irregulares. O rodízio unidirecional evita que o carro seja puxado pelo pneu mais desgastado.

A vida útil do pneu é determinada pelo pelo alinhamento do veículo e pela pressão de pneu recomendada pelo fabricante. Pneu cheio o vazio demais pode desgastar de forma desigal a borracha (confira na imagem ao lado).
Essa pressão pode ser encontrada no manual do automóvel. É recomendada a verificação semanal ou quinzenal da pressão e calibragem.

Com o pneu aquecido pelo uso, as partículas de ar dentro dele estão agitadas, com mais pressão, a oscilação é grande. Isso faz com que a calibragem pareça uma mas, na verdade, seja outra

Pesquisa da Bridgestone aponta que um em sete motoristas dirige com a pressão dos pneus menor do que o recomendado. Pneus calibrados consomem menos combustível, reduzindo a emissão de gases na atmosfera
Tecnicamente, é possível fazer um recondicionamento dos pneus. Ainda assim, não é recomendado, pois a remodelagem pode misturar carcaças de várias marcas. Mesmo que os pneus tenham a mesma medida, podem ter pesos diferentes pelo uso de material distinto. A prática pode causar impacto no balanceamento do carro.
Fonte: Eliel Bartels, supervisor de engenharia da DPaschoal
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